Em 2020, a vida imitou a arte. Como pode ser possível resistir à falta de liberdade, de mobilidade, de recursos de toda a ordem à sobrevivência, mas, principalmente, dos contatos sociais diários e presenciais? Parece haver uma espécie de compensação para as situações de restrição física do corpo: a mente voa; cria as vias para se expandir e manter a sanidade e a humanidade. E quando essas rotas de fuga são guiadas por outras mentes iluminadas e livres, como o são as dos escritores Jorge Luis Borges, Italo Calvino, e Maria Esther Maciel, caem os obstáculos e quase nada pode se impor como limite à intensidade da vida, mesmo em períodos distópicos e de isolamento social. Por cinco meses, de abril a agosto de 2020, um grupo de pouco mais de quarenta pessoas, caracterizado pela diversidade de gênero, de idade, de atividade profissional e de pensamento, produziu imagens em diálogo com textos selecionados desses três autores, que foram transpostos para áudios, gravados em um celular, e enviados aos participantes, semanalmente. O resultado disso superou as melhores expectativas.
Abaixo, apresento três exemplos da produção das imagens que os participantes enviaram, por e-mail, para mim. Cada uma das figuras, é um agrupamento dos trabalhos de diferentes autores, e refere-se à produção de imagens para um dos textos, de cada grupo relacionado aos escritores Borges, Calvino e Maciel.



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